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Newsletter -Diplomacia Business- entrevista o Encarregado de Negócios do Togo no Brasil sobre a comemoração da data nacional

admin228 - 1 de abril de 2022
Newsletter -Diplomacia Business- entrevista o Encarregado de Negócios do Togo no Brasil sobre a comemoração da data nacional

Togo comemora independência

O país se libertou do domínio da França em 27 de abril de 1960

Localizado no Oeste da África, o Togo ou República Togolesa, está em um estreito território que reúne povos de diferentes origens, a maioria (45,4% da população) é do grupo étnico Ewê, concentrado no Sul, próximo ao litoral. O país é um importante centro de comércio regional graças ao porto de sua capital, Lomé.

O encarregado de negócios do Togo no Brasil, Eyana Edjaide, fala sobre o país, cuja embaixada em Brasília foi reaberta no início de 2016. “Além dos setores de formação, agricultura e cultura, estamos trabalhando para ampliar ou fortalecer as relações nas áreas de defesa e segurança, particularmente no Atlântico Sul, comércio, indústria e turismo”, explicou o diplomata, em entrevista ao Diplomacia Business. Veja a entrevista completa:

A data nacional do Togo é em abril. Como serão as comemorações alusivas a essa data? 

Encarregado de Negócios do Togo no Brasil, Eyana Edjaide – Agradeço pela pergunta. Como você sabe, nosso país conquistou sua independência em 27 de abril de 1960, após grandes lutas. Todo dia 27 de abril, comemoramos os sacrifícios feitos por nossos pais pela liberdade e, acima de tudo, celebramos o progresso cada vez maior que o país está fazendo e isso dá origem a grandes celebrações tanto no Togo como lá fora, em particular na diáspora e nas representações diplomáticas.

Mas com a situação sanitária marcada pela pandemia do COVID, a sobriedade tornou-se essencial em todos os níveis. A melhoria da situação de saúde global nos dá esperança de uma retomada gradual das grandes comemorações, especialmente no Togo. Em Brasília, provavelmente ainda vamos esperar. Esta decisão não está obviamente relacionada com a evolução da situação sanitária que é positiva e que todos saudamos.

O embaixador brasileiro Antônio Carlos de Salles Menezes serviu durante seis anos no Togo. Antes de sair do país, no final de 2021, conversou com o presidente Faure Gnassingbe, ocasião em que disse ter expectativa de que os projetos especiais nas áreas agrícola e cultural entre os dois países sejam revitalizados. Como estão esses projetos?

Eyana Edjaide – O Sr. Antônio Carlos de Salles Menezes é um grande amigo do Togo e dos togoleses. Ele fez um trabalho notável em nosso país, e tenho imenso respeito por ele e pelo trabalho que fizemos juntos para fortalecer a cooperação nas áreas que você mencionou. No que diz respeito à agricultura, o resultado é satisfatório, principalmente com a contribuição da iniciativa Coton+. Para a cultura, os resultados atualmente não estão à altura das perspectivas que existem, e vamos trabalhar para melhorar nossas abordagens.

O Brasil apoiou o Togo por meio da iniciativa Coton+, que permitiu fortalecer a capacidade técnica dos cotonicultores, melhorando a competitividade do setor. Como o sr. avalia o setor algodoeiro no Togo hoje e o apoio dado pelo Brasil a essa área?

Eyana Edjaide – O algodão é um dos principais produtos agrícolas de exportação do Togo. Ele emprega um grande número de pequenos produtores e continua a ser uma ferramenta importante na luta contra a pobreza nas áreas rurais. Sua produção enfrentou desafios relacionados ao estresse climático, adaptação de sementes e métodos de produção. Com a experiência adquirida através da iniciativa Coton+, o Togo melhorou a produtividade e o rendimento do algodão, bem como a qualidade das fibras. Isso aumentou a renda dos produtores. Mas a evolução dos preços mundiais do algodão e a consequente queda da renda dos produtores impactou a dinâmica de crescimento e produção.

Como estão hoje as relações bilaterais e em quais áreas o comércio entre o Brasil e o Togo podem se ampliar? 

Eyana Edjaide – Desde a reabertura da nossa embaixada em Brasília no início de 2016, as relações bilaterais entre Togo e Brasil deram um salto qualitativo. Nosso ministro das Relações Exteriores, S.E. professor Robert Dussey, fez visitas oficiais em 2015 e, recentemente, em junho de 2019. Isso, claro, reflete a importância que nosso governo atribui ao Brasil. Além dos setores de formação, agricultura e cultura, estamos trabalhando para ampliar ou fortalecer as relações nas áreas de defesa e segurança, particularmente no Atlântico Sul, comércio, indústria e turismo.

Quais as principais atrações turísticas que o Togo oferece e como está o turismo hoje no país? O que está sendo feito para que o Togo seja mais conhecido pelo mundo e atraia mais turistas estrangeiros ao país?

Eyana Edjaide – Com um clima semi-tropical e fachada no Atlântico Sul margeada por uma faixa de areia branca e fina Lomé, a capital do Togo é um destino seguro e popular, mas pouco conhecido pelos brasileiros. Historicamente, as costas togolesas foram ponto de partida de escravos para o “novo continente”, particularmente de “Porto Seguro”. Os restos ainda estão lá e entusiastas da história do tráfico de escravos e também afrodescendentes vão lá para uma espécie de turismo iniciático.

O Festival das Divindades Negras e a arte culinária togolesa (da qual o Brasil muito emprestou) convidam inquestionavelmente a esse retorno às raízes. Da mesma forma, os ritos de iniciação no país Kabyé durante o mês de julho, a dança do fogo no país Bassar, bem como a arquitetura única dos castelos Kutamaku, inscritos no patrimônio universal da UNESCO, são todos convites para uma estadia no Togo.

Quais são as prioridades do sr. como embaixador do Togo no Brasil?

Eyana Edjaide – O Brasil continua sendo um grande parceiro do nosso país. É um parceiro seguro e confiável e estamos trabalhando para ampliar os horizontes de nossas relações e cooperação. A este respeito, privilegiamos, em primeiro lugar, a consolidação da “ponte política e diplomática” entre os nossos dois governos. Isso se concretizou com a visita em 2019 do nosso ministro das Relações Exteriores. Na ocasião, foi mencionada a visita do chefe de estado togolês e a organização de um Fórum Econômico em São Paulo.

Estamos agora a trabalhar para facilitar a utilização desta «ponte» pelas respectivas populações dos nossos dois países que são de fato os portadores de projetos econômicos, comerciais, culturais e turísticos….

Conte-nos um pouco sobre a carreira e a pessoa do senhor

Eyana Edjaide – Falar sobre si mesmo é um exercício pouco interessante. Prefiro falar de certos elementos objetivos que podem ser relacionados à minha pessoa. De fato, iniciei minha carreira no Ministério das Relações Exteriores em 2008 onde trabalhei na Direção dos Assuntos de Defesa e de Segurança, na Direção dos Assuntos Políticos e em seguida fui nomeado Chefe Divisão dos Recursos Humanos do Ministério.

Recebi minha primeira missão no exterior em 2015, neste caso em Pequim, China, como Primeiro Secretário. Servi lá por três anos antes de ser designado como Segundo Conselheiro e depois nomeado Encarregado de Negócios a.i em nossa embaixada em Brasília. Sou mestre em Direito e diplomado do Ciclo III pela Escola Nacional de Administração de Lomé. Sou casado e pai de três filhos. Aproveito também para agradecer a oportunidade que nos deu de falar sobre nosso país e sua representação diplomática no Brasil.


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